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-Já viste, a Terra é aquele ponto minusculo alí comparado com o universo. E nós andamos sempre preocupado com as nossas vidinhas...
-Pois é. Se eu morresse agora não fazia diferença nenhuma.
-Pois não.
Esta conclusão veio a partir de uma fotografia presente no documentário de Al Gore, "Uma Verdade Inconveniente", e remete o pensamento para insignificância da vida. Mas se por um lado tira valor à vida, por outro retribui-lhe a dobrar. É que quando pensamos em cenários como a extinção humana, existe qualquer coisa dentro de nós que exige que desvalorizemos aquelas futilidades do dia-a-dia e nos concentremos num esforço colectivo. Acho que isso é natural quando se trata da nossa própria sobrevivência.
Mas o problema é que essa necessidade de sobrevivência se esvai rapidamente porque não sentimos o perigo aos nossos pés. É essa inracionalidade que faz com que eu às 11h estivesse concentrado nas palavras do Al Gore, e às 23h estivesse chateado e empenhado em mostrar isso na escola no dia seguinte, provavelmente para chamar a atenção. Isto irrita-me, porque afinal não sou diferente de ninguém. Mas também não tenho que ser...